ELAS E ELES

Será que a velocidade é mesmo à homem?

No mundo da condução, diz-se que a velocidade é um gosto associado aos homens, mas será que é mesmo assim?

É uma caraterística que atrai muito o sexo masculino, mas o feminino também não fica atrás. Na hora de escolher um carro, as mulheres têm outras prioridades, para além de quantos cavalos tem o motor. À frente está a segurança, o conforto, o tamanho da bagageira, a capacidade de arrumação… Mas quando se fala sobre o gosto pela velocidade, a conversa já pede outra mudança.

A velocidade convida a ser destemida e arrojada. Traz atitude e leva a pensar que nada é impossível, que temos o controlo nas nossas mãos e, claro, nos pés. Nós, as mulheres, gostamos de aventura e de um bom desafio e é isso que a velocidade proporciona.

Usufruir desse momento de aventura não é algo regular no dia-a-dia de muitas mulheres, porque as oportunidades para realmente acelerar são poucas no meio da cidade. No entanto, damos-lhe a conhecer seis mulheres que transformaram o amor pela velocidade numa profissão.

Shirley Muldowney
Conhecida como a Primeira-dama da corrida de Drag Racing, Shirley Muldowney foi a primeira mulher a receber uma licença da National Hot Road Association (NRHA), em 1973, e a ganhar o campeonato mundial de Drag Racing, em 1977. Voltou a conquistar essa vitória em 1980 e em 1982.

Michéle Mouton
É uma das únicas mulheres que alguma vez competiu no campeonato mundial de rali. Fê-lo entre 1974 e 1986 – ano em que se tornou a primeira mulher a vencer o campeonato alemão de rali. Em 1982, subiu ao pódio quatro vezes, sendo que dessas três vezes saiu vitoriosa.

Danica Patrick
É considerada a mulher mais bem-sucedida no mundo da Indy Car Racing e foi a primeira mulher a vencer o campeonato Indy Japan 300, que teve lugar em 2008. Em 2013 voltou a fazer história, mas desta vez na NASCAR, conseguindo ser a primeira mulher a assumir a liderança na prova Daytona 500.

Erica Enders-Stevens
Também dedicada à Drag Racing, foi a primeira mulher a conseguir ganhar as finais da Route 66 Raceway, na categoria Pro Stock, em 2012. Em 2014, foi também a primeira mulher a vencer, nessa categoria, o campeonato mundial de Drag Racing; e no ano seguinte voltou a ser campeã.

Christina Nielsen
Com apenas 27 anos já pertence à história do mundo das corridas de carros. Foi a primeira mulher a vencer o campeonato ISMA WeatherTech, em 2016, e no ano seguinte voltou a conquistar essa vitória uma vez mais. Foi também em 2016, que se tornou a primeira dinamarquesa a participar na prova 24 Horas de La Mans.

Elisabete Jacinto
Tornou-se, este ano, a primeira mulher a vencer a competição de todo-o-terreno, Africa Race, a conduzir um camião. No entanto, já tinha feito história anos antes. Em 2000, quando se tornou a primeira mulher a vencer o Rallye Optic Tunisie; e em 2004, quando foi uma das primeiras mulheres do mundo a fazer o Paris-Dakar.

Usufruir desse momento de aventura não é algo regular no dia-a-dia de muitas mulheres, porque as oportunidades para realmente acelerar são poucas no meio da cidade.

O que estas mulheres provam é que a velocidade, mais do que ser uma mania dos homens, é um sinal de espírito aventureiro. O que não significa que deva ser acompanhado por falta de prudência. Todas estas mulheres encaram a velocidade como um estilo de vida, com responsabilidade e acima de tudo com rigor. E no nosso quotidiano, também não há mal em querer um carro com um espírito aventureiro, que expresse a nossa paixão pela velocidade, mas sempre com a segurança a conquistar o primeiro lugar do pódio.

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